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Estudo sobre comunicação animal avança e aproxima pesquisadores da decodificação de possíveis sinais extraterrestres

Pesquisadores estão investigando se a comunicação entre golfinhos pode ajudar a entender como seria um possível contato com inteligência extraterrestre. O estudo, premiado pelo Coller Dolittle Challenge, identificou no ano

Estudo sobre comunicação animal avança e aproxima pesquisadores da decodificação de possíveis sinais extraterrestres
  • Publishedmaio 12, 2026

Pesquisadores estão investigando se a comunicação entre golfinhos pode ajudar a entender como seria um possível contato com inteligência extraterrestre. O estudo, premiado pelo Coller Dolittle Challenge, identificou no ano passado que assobios emitidos por golfinhos-nariz-de-garrafa podem funcionar de forma semelhante a palavras, com significados específicos e compartilhados.

Laela Sayigh, da Instituição Oceanográfica Woods Hole, lidera a equipe vencedora responsável por estudar uma população de golfinhos na região de Sarasota, na Flórida. Nesse meio tempo, os cientistas analisam diferentes tipos de assobios emitidos pelos animais. Entre eles, estão os chamados “assobios não característicos”, que representam cerca de metade dos sons produzidos pelos golfinhos e ainda intrigam os pesquisadores por serem pouco compreendidos.

Comunicação animal: como pesquisadores captaram dados?

Esses sons diferem dos “assobios característicos”, que os pesquisadores já conhecem por funcionarem como identificadores individuais, semelhantes a nomes. Além disso, para captar os dados, os cientistas utilizaram hidrofones não invasivos e dispositivos acústicos acoplados temporariamente aos animais durante avaliações de saúde. “Os golfinhos-nariz-de-garrafa fascinam os pesquisadores de comunicação animal há muito tempo”, disse Sayigh. “Nosso trabalho mostra que esses assobios podem potencialmente funcionar como palavras, compartilhadas por vários golfinhos”.

Além das análises tradicionais, a equipe utilizou técnicas de aprendizado profundo para tentar interpretar os padrões sonoros identificados durante a pesquisa. Ao mesmo tempo, pesquisadores ligados à busca por inteligência fora da Terra acompanham o estudo de perto. Isso porque a principal conexão está justamente na tentativa de compreender formas de comunicação não humanas.

Nesse contexto, o zoólogo Arik Kershenbaum, da Universidade de Cambridge, afirma que a vida na Terra ainda representa a única referência disponível para imaginar como funcionaria a comunicação com outras espécies inteligentes. Inclusive, ele participou de debates promovidos pelo Instituto SETI, organização que investiga possíveis sinais vindos do espaço. Segundo pesquisadores do instituto, os desafios enfrentados na interpretação de mensagens extraterrestres são semelhantes aos já observados nos estudos sobre comunicação animal.

“Muitos dos desafios enfrentados pela pesquisa SETI são semelhantes aos já abordados na investigação do comportamento animal e das origens evolutivas da linguagem humana”, afirmaram em relatório.

Dakila ganha destaque conduzindo investigações no Brasil

Enquanto isso, no Brasil, a Dakila Pesquisas ganhou notoriedade por conduzir investigações relacionadas a OVNIs e supostos contatos com inteligências extraterrestres. A organização promove estudos de campo e análises envolvendo fenômenos associados a objetos voadores não identificados e possíveis interações com esses seres.

Além disso, o tema também desperta interesse entre especialistas da astrobiologia. Segundo Bill Diamond, sons emitidos por animais como as baleias-jubarte revelam estruturas complexas de comunicação. Para ele, esses padrões podem ajudar cientistas a identificar sinais inteligentes caso algum tipo de comunicação extraterrestre seja detectado futuramente.

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Redação

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