Museu Internacional de Ufologia completa 25 anos e fortalece Itaara como referência nacional no turismo científico
Quem chega a Itaara, na Região Central do Rio Grande do Sul, logo percebe que a relação da cidade com os mistérios do universo faz parte de sua identidade. Placas
Quem chega a Itaara, na Região Central do Rio Grande do Sul, logo percebe que a relação da cidade com os mistérios do universo faz parte de sua identidade. Placas temáticas, referências à vida extraterrestre e atrações voltadas à observação do céu transformaram o município em um dos principais destinos brasileiros ligados à Ufologia e à astronomia.
No centro dessa história está o Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência, que celebrou 25 anos de atividades e consolidou Itaara como a Capital Gaúcha da Ufologia. Reconhecido como o primeiro museu dedicado à Ufologia da América Latina, o espaço se tornou uma importante referência para pesquisadores, estudantes e visitantes interessados nos grandes enigmas do universo.
Um sonho que nasceu da paixão pela ufologia
Primeiramente, a trajetória do museu começou muito antes da inauguração oficial. Seu fundador e diretor, Hernán Mostajo, desenvolveu interesse pelos mistérios do cosmos ainda na juventude, inspirado por leituras, pesquisas e relatos sobre fenômenos que desafiam explicações convencionais.
Essa paixão deu origem, em 1991, à criação da Associação Santa-Mariense de Pesquisa Ufológica, iniciativa que promovia exposições itinerantes com fotografias, documentos históricos e materiais relacionados ao tema.
Ao lado da professora Roberta Ávila, diretora do acervo da instituição, Mostajo transformou um projeto inicialmente voltado à pesquisa em um espaço permanente dedicado ao conhecimento e à divulgação científica.
A escolha de Itaara e o nascimento do complexo
O projeto de construir uma sede definitiva ganhou força durante a década de 1990, após o sucesso de eventos e congressos especializados organizados por Hernán Mostajo.
Além disso, a escolha de Itaara ocorreu de forma estratégica. Além do ambiente tranquilo, distante dos grandes centros urbanos, a região oferecia condições ideais para futuras atividades de observação astronômica, graças à menor interferência luminosa e à qualidade do céu noturno.
Quando o museu abriu suas portas, rapidamente chamou atenção da imprensa nacional e passou a receber visitantes de diferentes regiões do Brasil.
Muito além da Ufologia
Com o passar dos anos, o espaço ampliou sua proposta e passou a integrar diferentes áreas do conhecimento.
Por exemplo, o complexo promove uma experiência educativa que conecta astronomia, arqueologia, paleontologia, história da ciência e estudos relacionados aos fenômenos aéreos anômalos.
De acordo com Hernán Mostajo, o objetivo sempre foi estimular a reflexão e a construção do conhecimento, sem impor respostas definitivas ao visitante.
Por isso, o percurso das visitas guiadas foi desenvolvido para apresentar uma verdadeira jornada pela história do universo. Desde sua formação até os grandes mistérios que ainda desafiam a compreensão humana.
Turismo pedagógico impulsiona visitas escolares
A integração entre ciência, educação e turismo transformou o museu em um importante centro de turismo pedagógico.
Ao longo dos anos, milhares de estudantes passaram pelo local em atividades voltadas à divulgação científica, ao estímulo da curiosidade e à compreensão dos fenômenos naturais.
Essa abordagem multidisciplinar ampliou o alcance do projeto e consolidou o espaço como um ambiente de aprendizado que desperta o interesse de diferentes faixas etárias.
Observatório Cosmos ampliou a estrutura científica
Em 2019, o complexo inaugurou o Observatório Bioastronômico Cosmos, fortalecendo ainda mais sua atuação nas áreas de astronomia e astroturismo.
A inauguração contou com a participação do astronauta brasileiro Marcos Pontes e marcou uma nova etapa na história da instituição.
Equipado com telescópios de grande porte e uma moderna estrutura de observação, o observatório passou a oferecer experiências voltadas ao estudo do céu. Além disso, observação de planetas, estrelas e fenômenos astronômicos.
Um acervo que preserva a história da Ufologia brasileira
Além das atividades educativas, o museu abriga um dos mais importantes acervos ufológicos do país.
Entre os itens preservados estão os manuscritos originais e a câmera fotográfica de Artur Berlet. O objeto é protagonista de um dos casos mais conhecidos da Ufologia brasileira, ocorrido em 1958 no Rio Grande do Sul.
O espaço também conserva objetos ligados a outros episódios históricos investigados por pesquisadores ao longo das últimas décadas.
Essa preservação permite que documentos, registros e testemunhos permaneçam acessíveis para futuras gerações de estudiosos.
A nova fase da Ufologia e o interesse crescente pelo tema
Para Hernán Mostajo, o cenário internacional contribuiu para ampliar a credibilidade das pesquisas relacionadas aos Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs).
A divulgação de documentos oficiais, registros militares e investigações conduzidas por diferentes governos trouxe uma nova perspectiva para o debate sobre o tema.
Consequentemente, o interesse público aumentou significativamente, impulsionando pesquisas, eventos e iniciativas voltadas à compreensão desses fenômenos.
Itaara transforma a Ufologia em identidade cultural
Por fim, o vínculo entre Itaara e a temática ufológica tornou-se tão forte que passou a integrar a própria identidade do município.
Nos últimos anos, projetos educacionais, ações turísticas e iniciativas culturais reforçaram essa conexão. Um exemplo foi a criação de materiais didáticos que utilizam personagens inspirados no universo extraterrestre para apresentar a história local aos estudantes.
Além disso, novos investimentos em infraestrutura turística estão em andamento, incluindo melhorias viárias e projetos arquitetônicos que fortalecem o potencial da cidade como destino temático.
