Notícias Pesquisas Tecnologia e Inovação Ufologia

Museu Internacional de Ufologia completa 25 anos e fortalece Itaara como referência nacional no turismo científico

Quem chega a Itaara, na Região Central do Rio Grande do Sul, logo percebe que a relação da cidade com os mistérios do universo faz parte de sua identidade. Placas

Museu Internacional de Ufologia completa 25 anos e fortalece Itaara como referência nacional no turismo científico
  • Publishedjulho 2, 2026

Quem chega a Itaara, na Região Central do Rio Grande do Sul, logo percebe que a relação da cidade com os mistérios do universo faz parte de sua identidade. Placas temáticas, referências à vida extraterrestre e atrações voltadas à observação do céu transformaram o município em um dos principais destinos brasileiros ligados à Ufologia e à astronomia.

No centro dessa história está o Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência, que celebrou 25 anos de atividades e consolidou Itaara como a Capital Gaúcha da Ufologia. Reconhecido como o primeiro museu dedicado à Ufologia da América Latina, o espaço se tornou uma importante referência para pesquisadores, estudantes e visitantes interessados nos grandes enigmas do universo.

Um sonho que nasceu da paixão pela ufologia

Primeiramente, a trajetória do museu começou muito antes da inauguração oficial. Seu fundador e diretor, Hernán Mostajo, desenvolveu interesse pelos mistérios do cosmos ainda na juventude, inspirado por leituras, pesquisas e relatos sobre fenômenos que desafiam explicações convencionais.

Essa paixão deu origem, em 1991, à criação da Associação Santa-Mariense de Pesquisa Ufológica, iniciativa que promovia exposições itinerantes com fotografias, documentos históricos e materiais relacionados ao tema.

Ao lado da professora Roberta Ávila, diretora do acervo da instituição, Mostajo transformou um projeto inicialmente voltado à pesquisa em um espaço permanente dedicado ao conhecimento e à divulgação científica.

A escolha de Itaara e o nascimento do complexo

O projeto de construir uma sede definitiva ganhou força durante a década de 1990, após o sucesso de eventos e congressos especializados organizados por Hernán Mostajo.

Além disso, a escolha de Itaara ocorreu de forma estratégica. Além do ambiente tranquilo, distante dos grandes centros urbanos, a região oferecia condições ideais para futuras atividades de observação astronômica, graças à menor interferência luminosa e à qualidade do céu noturno.

Quando o museu abriu suas portas, rapidamente chamou atenção da imprensa nacional e passou a receber visitantes de diferentes regiões do Brasil.

Muito além da Ufologia

Com o passar dos anos, o espaço ampliou sua proposta e passou a integrar diferentes áreas do conhecimento.

Por exemplo, o complexo promove uma experiência educativa que conecta astronomia, arqueologia, paleontologia, história da ciência e estudos relacionados aos fenômenos aéreos anômalos.

De acordo com Hernán Mostajo, o objetivo sempre foi estimular a reflexão e a construção do conhecimento, sem impor respostas definitivas ao visitante.

Por isso, o percurso das visitas guiadas foi desenvolvido para apresentar uma verdadeira jornada pela história do universo. Desde sua formação até os grandes mistérios que ainda desafiam a compreensão humana.

Turismo pedagógico impulsiona visitas escolares

A integração entre ciência, educação e turismo transformou o museu em um importante centro de turismo pedagógico.

Ao longo dos anos, milhares de estudantes passaram pelo local em atividades voltadas à divulgação científica, ao estímulo da curiosidade e à compreensão dos fenômenos naturais.

Essa abordagem multidisciplinar ampliou o alcance do projeto e consolidou o espaço como um ambiente de aprendizado que desperta o interesse de diferentes faixas etárias.

Observatório Cosmos ampliou a estrutura científica

Em 2019, o complexo inaugurou o Observatório Bioastronômico Cosmos, fortalecendo ainda mais sua atuação nas áreas de astronomia e astroturismo.

A inauguração contou com a participação do astronauta brasileiro Marcos Pontes e marcou uma nova etapa na história da instituição.

Equipado com telescópios de grande porte e uma moderna estrutura de observação, o observatório passou a oferecer experiências voltadas ao estudo do céu. Além disso, observação de planetas, estrelas e fenômenos astronômicos.

Um acervo que preserva a história da Ufologia brasileira

Além das atividades educativas, o museu abriga um dos mais importantes acervos ufológicos do país.

Entre os itens preservados estão os manuscritos originais e a câmera fotográfica de Artur Berlet. O objeto é protagonista de um dos casos mais conhecidos da Ufologia brasileira, ocorrido em 1958 no Rio Grande do Sul.

O espaço também conserva objetos ligados a outros episódios históricos investigados por pesquisadores ao longo das últimas décadas.

Essa preservação permite que documentos, registros e testemunhos permaneçam acessíveis para futuras gerações de estudiosos.

A nova fase da Ufologia e o interesse crescente pelo tema

Para Hernán Mostajo, o cenário internacional contribuiu para ampliar a credibilidade das pesquisas relacionadas aos Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs).

A divulgação de documentos oficiais, registros militares e investigações conduzidas por diferentes governos trouxe uma nova perspectiva para o debate sobre o tema.

Consequentemente, o interesse público aumentou significativamente, impulsionando pesquisas, eventos e iniciativas voltadas à compreensão desses fenômenos.

Itaara transforma a Ufologia em identidade cultural

Por fim, o vínculo entre Itaara e a temática ufológica tornou-se tão forte que passou a integrar a própria identidade do município.

Nos últimos anos, projetos educacionais, ações turísticas e iniciativas culturais reforçaram essa conexão. Um exemplo foi a criação de materiais didáticos que utilizam personagens inspirados no universo extraterrestre para apresentar a história local aos estudantes.

Além disso, novos investimentos em infraestrutura turística estão em andamento, incluindo melhorias viárias e projetos arquitetônicos que fortalecem o potencial da cidade como destino temático.

Written By
Redação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *