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Governo dos EUA desclassificou quase 200 documentos, imagens e gravações sobre avistamento de OVNIs

Uma nova leva de documentos envolvendo Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) voltou a movimentar a comunidade ufológica mundial. O governo dos Estados Unidos disponibilizou publicamente cerca de 200 arquivos oficiais

Governo dos EUA desclassificou quase 200 documentos, imagens e gravações sobre avistamento de OVNIs
  • Publishedmaio 7, 2026

Uma nova leva de documentos envolvendo Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) voltou a movimentar a comunidade ufológica mundial. O governo dos Estados Unidos disponibilizou publicamente cerca de 200 arquivos oficiais com relatos, imagens, vídeos e transcrições de casos registrados desde 1947.

O material foi liberado pelo Departamento de Defesa dos EUA (DOD), FBI e NASA, reunindo 162 documentos ligados aos chamados UAPs, sigla usada atualmente para Fenômenos Aéreos Não Identificados.

Entre os arquivos divulgados estão relatos históricos de astronautas das missões Apollo e Gemini, incluindo gravações de áudio inéditas nas quais tripulantes descrevem objetos e luzes incomuns observados no espaço.

NASA divulga relatos inéditos de astronautas sobre anomalias no espaço

Um dos casos que mais chamou atenção envolve a missão Gemini VII, realizada em 1965. Nos documentos liberados, os astronautas Frank Borman e Jim Lovell relatam ter observado um objeto misterioso orbitando próximo à cápsula. Na gravação, Borman utiliza o termo “bogey” — expressão militar usada para designar aeronaves não identificadas — ao descrever o fenôeno.

Segundo os registros, o controle da missão questionou se o objeto poderia ser parte do foguete auxiliar recém-desprendido da nave. Os astronautas, porém, afirmaram que conseguiam visualizar o foguete em outro ponto da órbita.

Além da Gemini VII, os arquivos também incluem relatos das missões Apollo 11, Apollo 12 e Apollo 17. Em diferentes momentos, astronautas mencionaram flashes luminosos, partículas brilhantes e objetos não identificados próximos à Lua.

Grande parte desses episódios permaneceu sem explicação definitiva.

Pentágono admite casos “não resolvidos”

Na página oficial onde os arquivos foram disponibilizados, o Departamento de Defesa reconhece que diversos casos seguem inconclusivos.

“Os materiais aqui arquivados referem-se a casos não resolvidos, o que significa que o governo não consegue determinar definitivamente a natureza dos fenômenos observados […] Isso pode ocorrer por diversos motivos, incluindo falta de dados suficientes”, afirma o comunicado oficial.

Apesar do impacto da divulgação, muitos pesquisadores apontam que os materiais apresentam baixa resolução e qualidade limitada, dificultando análises mais profundas.

NASA nega evidências concretas de origem extraterrestre

Mesmo reconhecendo que os UAPs são fenômenos reais, a NASA mantém sua posição de que não há provas concretas ligando os casos à presença extraterrestre.

Na seção de perguntas frequentes de seu portal oficial, a agência responde diretamente à dúvida sobre tecnologia alienígena: “Existem dados que sustentam a ideia de que os UAPs são evidência de tecnologias extraterrestres?” A resposta da agência é objetiva: “Não”.

Segundo a NASA, a maioria dos registros possui informações insuficientes para conclusões científicas definitivas. A agência também relembrou que realizou investigações próprias entre 2022 e 2023, sem encontrar evidências de atividade extraterrestre.

Written By
gabriellavivere

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